“Quando o produto é commodity, Brand é o produto.”
Vamos destrinchar essa frase?
O que essa frase quer dizer, na essência
Quando um produto não tem diferenciação funcional real, ou seja, quando todas as marcas entregam praticamente a mesma coisa, o valor percebido passa a vir do significado da marca, não do produto em si.
Em outras palavras:
➡️ O produto entrega o que ele faz.
➡️ A marca entrega o que ele significa.
Quando o “fazer” é igual para todos, o “significar” é o que cria vantagem competitiva.
Exemplos clássicos
Café é commodity. Mas Starbucks transformou uma xícara de café em uma experiência, um estilo de vida e um símbolo de pertencimento urbano.
Água mineral é commodity. Evian e Voss não vendem “água”, vendem pureza, origem e status.
Smartphones hoje beiram a comoditização técnica. A diferença está em como a Apple constrói o significado de design, status e ecossistema.
A lógica de marketing por trás
Quando o produto é commodity:
O preço tende a ser o principal critério de escolha.
A guerra é por margem, não por valor.
O consumidor escolhe o mais barato, não o mais querido.
A marca inverte isso.
Ela cria valor simbólico, permite premiumização e fidelidade emocional.
Ela desloca a decisão de compra do racional (preço, funcionalidade) para o emocional (identidade, pertencimento, significado).
Estratégia prática
Empresas em mercados comoditizados precisam:
Construir narrativas: o porquê antes do o quê (Recomendo o livro do Simon Sinek — “Comece pelo porquê”). Link de Compra
Gerar experiências únicas: cada ponto de contato comunica quem a marca é.
Criar comunidade: transformar clientes em defensores.
Definir um arquétipo de marca que traga emoção e consistência à comunicação.
No fim das contas, quando o produto tem estratégia de branding, o consumidor não compra o que você vende, ele compra o que ele sente quando compra de você.
Porque sejamos sinceros: café é café… até colocar o logo da Starbucks no copo.
Água é água… até vir de uma montanha francesa com nome chique.
E celular é celular… até ter uma maçã mordida atrás.
Então lembre-se: se o seu produto é igual ao do vizinho, é sua marca que faz o cliente atravessar a rua pra comprar de você. 😉

